4/29/2008

Mulheres frutas para marmanjo apreciar





Aí, gente!!! Atenção! Atenção! Na postagem anterior eu errei na Melancia. A verdadeira Mulher Melancia, a Andressa Soares, é esta que está aí em cima. De novidade, além do corpão verdadeiro da moça, é que seu funk já está sendo tocado nas rádios. Ruim que dói. Mas, fazer o quê? Ela tá com grana, pois pousou nua pra revista Playboy e em breve vai estar em discotecas do Exterior para mostrar o que o Brasil tem melhor. Vôte!
Mas, foi com essa de pesquisar sobre a Melancia, que descobri a Dadá Cristina, a Mulher Jaca. Quando eu soube disso pensei que se tratava de uma mulher com milhares de celulite espalhadas por todo o corpo. Que nada, a Mulher Jaca, Dadá Cirstina, é um mimo de morena. "Eu botei esse nome artístico porque o Serginho, o MC CREU, diz que eu pareço uma jaca, de tão durinha". A menina não sabe que também tem jaca mole. Diz Jaca: "Quero ter meus atributos reconhecidos como o da Mulher Melancia". É verdade. Ela vai posar pra revista Sexy e também vai gravar um CD de funk.
Aí... Também descobri a Mulher Moranguinho, a Ellen Cardoso, que também dança nos "shows" do MC Serginho Creu junto com as outras duas (de última hora eu soube que Melancia vai cair fora e seguir carreira solo), também tá querendo posar nua pra

MULHER MORANGUINHO E MULHER JACA
qualquer revista que aparecer convidado Posa até de graça, pois o importante, para ela, é aparecer. Ellen também já está em estúdio, funkeando os ouvidos dos técnicos. Que seja feliz na empreitada. Ah! Serginho agora exige que as duas meninas aprendam a dança do poste.

PENSAMENTO MUSICAL
"Quanto tempo longe de você. Quero ao menos lhe falar. A distância não vai impedir. Meu amor de lhe encontrar" (Roberto-Erasmo Carlos)

4/28/2008

Olha a Jaca! Olha a Melancia! Olha o Morango!!!!

Não é que a Mulher Melancia Andressa Soares ficou famosa da noite para o dia? Pois é. Bastou o horrível funk Crew! chegar aos ouvidos do povão e a moça, que dançava nos bailes sob o comando do MC Crew, ganhou um dinheirão posando para a revista Playboy.
Agora chega a notícia que a mulher Melancia também vai seguir a carreira artística. É... Andressa vai entrar em estúdio ( se já não esntrou ) e soltar sua voz. Disse ela que vai ser um funk pra arrombar a festa, ou o baile. Andressa tem credibilidade junto aos marmanjos. Tá todo mundo procurando Melancia nas bancas de revistas. E o melhor é que estão encontrando.
Dos bailes nos morros e subúrbios cariocas para a revista Playboy, e faturando uma grana que muito neguinho leva anos pra ganhar. Bom, para quem curte a fruta, Melancia é abundante. Tem bum-bum enorme. Peitão. É larga. Tem barriguinha (ou barrigona) e, para quem gosta do biotipo, a moça é um prato cheio. Vamos curtir a Melancia? Ou melhor, vamos no supermercado, comprar a fruta e se deliciar, que é o máximo que os marmajos podem fazer. Mas, imagine você pedir uma Melancia e o cara lhe entregar Andressa Soares? Cuidado! Isso pode acontecer. Do jeito que a coisa anda, até Melancia dá Ibope. Já se foi o tempo em que diziam: "Se queres aparecer, pendura uma melancia no pescoço". Atualmente, quem não quer aparecer com Melancia pendurada no pescoço? Deve ser pra lá de bom.
Mas o pior (para quem gosta, o melhor) é que o MC Crew já anunciou que estão nos palcos as mulheres Jaca e Moranguinho. Eu fico cá imaginando como deverá ser uma Mulher Jaca. a Moranguinho deve ser mais delicada. Mas... Uma Mulher Jaca?E o MC avisou: "Vai ter que dançar a Dança do Poste". Bom, já que teve mocinhas que se requebraram ao ritmo da Dança da Garrafa, a Dança do Poste deve ser café pequeno, né? Vamos nessa? Hei! Você aí! Vai querer Melancia, Jaca ou Moranguinho. Tem para todos os gostos, pois!


PENSAMENTO MUSICAL
"Crew!!!! CRew!!!!!!! Crew!!!!!!! Crew!!!!! Crew!!!!!!! Crew!!!!". (não sei o no do autor).

4/25/2008

Quem te viu Sônia Marques!!!!!!!


Eu me lembro bem daquele início de noite em meados dos anos 90. Eu estava sentado diante de minha escrivaninha na redação do caderno de cultura do Diario de Pernambuco. De repente entrou uma mulher, de mini-saia, blusa deixando parte dos seios à mostra, lábios carnudos pintados de batom vermelho, botas de canos longos e cabelo longos com tranças em apliques coloridos. Realmente chamava a atenção.
"Quem é o encarregado daqui?", perguntou ela. "Não tem encarregado", respondi, "tem a editora Leda Rivas, que já foi embora". Era um dia de sexta-feira e eu estava sozinho concluindo algumas matérias. Deixei tudo de lado e começamos a conversar. foi quando ela me disse que se chamava Espírito Santo e que estava no Recife para lançar seu mais recente CD, gravado na Inglaterra, onde ela morava.
Tudo muito bem. Tudo muito bom. Me comprometi a produzir o lançamento de seu disco. Para isso, falei com minha amiga Maria do Céu, proprietária de uma das maiores boates do Recife. Ficou tudo acertado. Levei alguns discos e Do céu, com muito carinho, divulgou o evento. Cobrei cerca de dois mil reais pelo show da "gringa". Maria do Céu perguntou: "Quer levar o dinheiro agora?". "Não. Depois do show a gente se acerta". A apresentação de Espirito Santo (que na realidade nasceu no Recife e se chama Sônia Marques) seria sem ônus para a boate. Mas, como eu havia cobrado um cachê, resolvi que metade seria dela.
Antes do show, na véspera, passei pela boate e Maria do Céu me disse que Espirito Santo havia pego o dinheiro que eu mandara apanhar. "Mas eu não pedi nada adiantado, Maria do Céu!". "Ela me falou que você mandou apanhar o cachê ontem", respondeu do Céu. Fiquei meio decepcionado. Mesmo assim tocamos o barco pra frente. Houve o show, mas Do Santo não se apresentou com uma banda conforme havia acertado. Terminou fazendo dublagem e a apresentação foi um fiasco. Eu fiquei com aquela cara lavada olhando para a minha querida amiga Maria do Céu. Ela: "Não se preocupa não, Wilde", disse ela. "Eu sei que você não é culpado dessa coisa toda que aconteceu".
Espirito Santo voltou para a Inglaterra e depois retornou ao Recife para começar um giro pelo Brasil. Arranjei estadia em hotel. Formei uma banda com meu filho na bateria, uma estudante de música no sax e o namorado dela na viola de doze cordas. Gravamos algumas fitas. As músicas ficaram lindas. Mas, os "shows" foram um fracasso. Ela se apresentava onde queria e chamava o grupo. Repetiu a dose tranbiqueira num outro show que recebeu o dinheiro e nem sequer pagou aos músicos. Por isso, acabei com tudo e não deixei a turma viajar com ela pra São Paulo. Ela se tornou persona non grata ao Recife e outras cidades do Brasil.
Bom, o tempo passou e, no ano passado via a danada se apresentar em Hebe Camargo cantando Asa Branca em ritmo de rock house . Horrível, mas tudo bem. Semana passada, onde ela estava? Para minha decepção no Ídolos do SBT. Era o fim da carreira no Brasil. Cantou mal e sem banda.
O juri: "Não gosto de candidato que chega com a música escrita num papel para cantar. Tem que decorar. E você é muita manchete pra pouco jornal". O cara foi cruel. O outro disse "não fica". Uma jurada que não entende bulhufas de música também acompanhou o primeiro voto. E Miranda também, chegando a dizer para ela: "Vai-te embora, que o Esphereto Sattuz (o atual nome artístico dela) te acompanhe, Sônia Marques". Ela saiu. No rosto a derrota e a decepção. E eu me perguntei: "como pode uma profissional se apresentar num concurso de música que nem festival é?". Acho que agora é o fim de carreira de Sônia Marques. Ela me aprontou muitas outras paradas que não vale comentar aqui. No site da cantora só tem mentiras deslavadas. Infelizmente, estou de alma lavada.

PENSAMENTO MUSICAL
"Abrindo o verão.Rompendo a barra.Girando oitenta. Com uma canção. Bela bela negra cabeleira.Sacode morena sacode. O meu coração. Tolo, tolo, tolo. feito a brisa. Que bate de leve na gente. E segue sem direção". (Geraldo Azevedo - Carlos Fernando)

4/23/2008

Você precisa ouvir uma canção do Quinteto

O antológico primeiro álbum do Quinteto Violado, lançado em 1972

No domingo dia 20 de abril, tive a satisfação de rever a rapaziada do Quinteto Violado no programa Lance Final, da TV Globo Pernambuco. Foi uma apresentação rápida, com três aparições, mostrando o talento do grupo fundado em 1971. Eles estavam ótimos. Isso me levou a relembrar os velhos tempos, quando tive que pular uma grade do Teatro de Santa Isabel para assistir a um concerto dos Violados. A casa estava lotada, e o show foi inesquecível.
O Quinteto tem uma histórias fonográfica com mais de 47 discos lançados no Brasil e no Exterior. Também realizou turnê pelos quatro cantos do mundo, levando o folk nordestino pra gringo ver, aplaudir e pedir bis. Como esquecer a leitura (definitiva) da música Asa Branca, gravada no primeiro disco lançado pela Philips?
É verdade que o Quinteto se renovou. Colocou os teclados do talentoso Dudu (filho de Toinho Alves, baixista e um dos fundadores da banda juntamente com Marcelo Mello e Fernando Filizola, violonista que havia participado dos Silver Jets nos seus tempos áureos), mas sua essência continuou a mesma. Os tempos são outros, mas a rapaziada do QV soube inovar sem deixar de se comprometer com a música nordestina.
Houve uma época, que para definir a música e os arranjos do Quinteto Violado, Gilberto Gil (sempre ele) afirmou que o grupo era "free-nordestino". Talvez para mostrar que, apesar de direcionar suas canções para a cultura nordestina, seu balanço, seu beat e seus arranjos têm vínculos com a música universal. Por que não? Um exemplo é o disco gravado para homenagear as Ilhas do Cabo Verde, no qual o Quinteto fez a fusão da música nordestina com a cultura musical crioula. O disco é genial.
É preciso não esquecer que o Quinteto Violado inovou e renovou a Música Popular Brasileira a partir do primeiro disco. Com isso influenciou outros músicos, que seguiram a trilha aberta pelos Violados. Um dos que chegaram mais perto desse trabalho fantástico do Quinteto Violado foi a Banda de Pau & Corda, que também lançou bons discos e passou um longo tempo na estrada fazendo turnês pelo Brasil.
Enquanto isso o quinteto ainda está aí. Virou até Fundação Quinteto Violado, para facilitar mais seu trabalho voltado para a cultura nordestina, da qual Pernambuco faz parte. Sempre em busca do regionalismo, a banda prestou uma linda homenagem ao paraibano Geraldo Vandré, com o disco Quinteto Violado Canta Geraldo Vandré. É necessário que o trabalho do Quinteto chegue aos ouvidos dos jovens. Por isso, procure saber mais sobre a banda. Procurem dar valor a quem realmente tem. E, talento, o Quinteto tem pra dar e vender. Viva os Volados! Viva o Quinteto! Viva Pernambuco! Viva o brasil! Agora, o chato tá indo embora. FUUUIIIIII!

PENSAMENTO MUSICAL
"Hei de casar com Maria. Na festa da padroeira. Deixar morrendo de inveja. As moças namoradeiras. Maria tomando banho. Nas águas claras do rio... (Banda de Pau 7 Corda)

4/19/2008

O que aconteceu mesmo nos anos 60?

Woodstock, 1969, ali acabou o sonho da paz, do amor e da flor
Os anos 60 foram revolucionários em todos os sentidos. No Brasil os militares aplicaram o golpe e proclamaram a ditadura como forma e fórmula de governar o país. Na Inglaterra os Beatles e os Rolling Stones, além dos Kinks ditaram as regras do jogo. O rock já não era tão inocente como na década anterior. Houve a renovação da estética e do beat, fazendo o rock'n'roll se tornar mais pop. No final dos 60 aconteceu o Festival de Woodstock, com três dias de música, paz e amor. Com as bandas e cantores arrebentando na sonoridade. Quem esquece a performance de Joe Cocker interpretando With a Little Hel From My Friends? Como ignorar Jimmi Hendrix, o mago da guitarra? E Santana, com sua sonoridade latina fazendo os jovens presentes ao festival chegarem ao êxtase? Woodstock foi uma catarse musical com três dias de chuva, sol e muito som. Foram momentos inesquecíveis que estão registrados em DVD para quem não viue quer se deliciar.
O filósofo pop Tom Wolfe definiu os anos 70, na revista Esquire, como A Década do Eu, do egoísmo, o período do "eu sou eu, mas quem é você?". Não foi por menos que John Lennon, Paul McCartney, Ringo Star e Gegorge Harrison acabaram com os Beatles e cada um seguiu o seu rumo, com Lennon e Mactarney disputando para mostrar quem era o melhor. Simon & Garfunkel também resolveram dar um basta na dupla e foram viver a carreira artística de modo adverso. Simon continuou com a música e Garfunkel foi fazer cinema, ser ator. O quarteto Crosby, Stills, Nash & Young também se separou (havia muito ego pra tanta gente boa no quarteto).
Nos 60, enquanto os Beatles arrebentavam, no Brasil a Jovem Guarda e o Tropicalismo deram uma guinada na Música Popular Brasileira, isso sem contar com a Bossa Nova, que invadiu os quatro cantos do mundo.
Realmente, depois dos anos 60 a turma resolveu se voltar para si mesma. Os anos 70 foram de egoísmo, de um novo individualismo, e os bichos-grilos que haviam sido hipongas nos 60, perderam o rumo de tanto fumo na cabeça. Segundo o presidente da gravadora Columbia, Clive Davis, um "tipo de som absorveu quase tudo dos anos 60". E que em certo sentido "foi uma revolução". Mas que, nos 70, o universo da música "já assimilou e está se expandindo em todas as frentes". segundo ele estava se vendo o indivíduo "emergir de novo e artistas surgirem de todas as áreas musicais". Ainda bem que no Brasil Raul Seixas e Rita Lee seguraram o bastão do rock no Brasil, e na Inglaterra (de novo lá?) surgiram os punks (afinal o rock progressivo é muito chato mesmo).
Nesse início do Novo Milênio o que há de novo na música? Tem Madonna, Michael Jackson, Paul McCartney, Caetano Veloso, Chico Buarque de Hollanda, João Gilberto, Maria Rita, Fernanda Takai, e segue por aí. O resto condensou o que foi feito nos 60, 70 e 80, fizeram uma simbiose e um novo (?) som está aí servido para quem quiser ouvir. Houve a Geração Sanduíche (anos 60), a Coca-Cola (nos 80) e Caras Pintadas (nos 90), agora é a geração lapada-na-rachada (infelizmente). O resto é minoria, pois as rádios (que vivem de jabá) só tocam o que não presta e a juventude (nem toda ela) ruma sem destino e adestrada como macaco.


PENSAMENTO MUSICAL
"Eu vou comprar na feira uma cascavel.Encher os dedos de anel e aprender a dançar rock. Eu vou borrar os olhos todo de carvão. Amossegar um caminhão e vou bater em Nova York. Chegando lá compro uma roupa de cetim. Dessa que rebrilha assim. Que nem galinha Pedrez.
No fim do ano volto nas grana montado. Esnobe e afrescalhado machucando no inglês!..." (Acciolly Netto)

4/16/2008

Os meus discos antológicos


Alguém já parou pra pensar qual é o disco que considera antológico? Que considera um clássico? Ainda não? Pois é chegada a hora. Um dia desses eu parei para escolher os cinco melhores discos que ouvi em toda minha vida. Não tive dúvidas. Na minha mente chegou o Sgt. Peppers, dos Beatles; o primeiro disco de Geraldinho Azevedo (ele já havia gravado um álbum em parceria com Alceu Valença), o LP Amora, de Renato Teixeira, o clássico Sou do Tempo do Baião de Dois Que A Besta Fera Não Comeu, do cearense Jorge Mello e, finalmente, o extraordinário disco de Zé Ramlho, Avohai, o primeiro de sua brilhante carreira.
Os discos que eu considero clássicos ou antológicos não são necessariamente os que os críticos escolheram. São os meus. A minha escolha. Que marcou para sempre a minha vida. Lembro quando Jorge Mello, com aquele seu bigodão, entrou na redação do Diario ao lado da divulgadora da gravadora Crazzy e me deu o seu primeiro disco. Levei para casa e, na primeira audição, fui ao êxtase. Tratava-se de um disco com uma nova fórmula poética e com uma nordestinidade pulsando nas veias. Até hoje eu escuto esse disco: Eu sou do Tempo do Baião de Dois Que a Beste Fera Não Comeu.
Sagt. Peppers nem se fala, né? Foi o divisor de água dos Beatles e também da música pop. Também do rock. O disco em questão virou a cabeça de muita gente e influenciou várias bandas dos anos 60 e 70. Quer dizer, o disco é clássico para mim e para milhões de pessoas espalhadas pelo mundo. Ouvi pela primeira vez na casa de um amigo que tinha a cara do Paul McCartney. Era o meu amigo Osmar Frazão, que tinha o prazer de ouvir discos em primeira mão, trazidos pelo irmão engenheiro, que viajava muito. Tempos depois, o jornalista Geneton Moraes Netto me presenteou com o álbum. Delícia pura.
O disco de Geraldinho Azevedo eu peguei emprestado de um dos integrantes da banda Acalanto, que eu produzia e dirigia. O cara me emprestou e eu fiquei ouvindo e ouvindo. Demorei pra entregar. Mas tive que ser honesto. O disco de Geraldinho com aqueles poemas do Carlos Fernando não saía da minha cabeça. O tempo passou e nada de encontrar mais o álbum. Até que uma menina, Kássia, que trabalhava na Secretaria de Turismo do Estado de Pernambuco, me deu o dela de presente. Foi lindo. Fiquei ouvindo e analisando cada música. Até hoje descubro e redescubro novas mensagens, novos acordes, novos solos. Que dizer, o antológico álbum de Geraldo Azevedo para mim continua novo.
Eu estava passando em frente a Igreja do Carmo, no Recife, quando vi diversos discos novos espalhados pelo calçadão. Um jovem estava vendendo os álbuns a preço de banana. Não sei o motivo. Mas eu bati os olhos nos discos de Renato Teixeira, Amora, e no Avohai de Zé Ramalho. Comprei os dois. Me deliciei com Renato Teixeira e, principalmente, com a música Amora, entre outras canções imortais. Um verdadeiro clássico. O de Zé ramalho, Avohai, tinha uma sonoridade extraordinária. era uma nova mensagem da música popular nordestina. Vez ou outra estou escutando o Zé que, além do primeiro antológico disco, gravou outros que arrombou a festa da MPB.
Qual o disco que você, leitor deste blog, considera um clássico ou antológico. Me escreva, pois vou fazer uma espécie dos "cinco mais da MPB". Não se preocupem com a foto do artista. Eu me viro. Os cinco primeiros ganharão um CD personalizado do artista preferido.

PENSAMENTO MUSICAL
"Olhando o cavalo bravo. No seu livre cavalgar. Passou-me pela cabeça. Uma vontade louca. De também ir. Nesse cavalgar" (Renato Teixeira)

4/14/2008

Nem tudo são flores (02)

Eddie Cochran e sua inseparável guitarra Gretsh 6120
Fiquei devendo. Deu uma loucura no blog e o material não foi encaixado. Por isso, hoje é que vou escrever (novamente) a história de dois caras que foram muito amigos nos memoráveis tempos do rock'n'roll dos anos 50.

GeneVincent, Eddie Cochran e a jovem compositora Sharon Sheeley (namorada de Eddie) estavam felizes pelas ruas de Londres. Afinal a pequena turnê dos dois roqueiros no país vinha sendo um sucesso. A garotada estava adorando a presença dos dois amigos em palcos ingleses. Em determinado momento, os três resolveram pegar um taxi. Acenaram. O carro parou e os três embarcaram alegres.
A velocidade do veículo estava acima do normal, os os três não prestaram atenção ao fato, pois continuavam distraídos. Foi então que o automóvel capotou e Eddie Cochran foi jogado para fora do veículo tendo morte imediata. Gene Vincente e Sharon Sheeley escaparam. Para Vincente sobrou apenas uma piora na lesão que tinha na perna que o fizera se desliga-se da Marinha dos EUA.
Edward Ray Cochrane nasceu em Oklahoma City, em Oklahoma, em 31 de outubro de 1938. Ele começou a cantar e tocar ainda adolescente. tinha boa voz e ótima criatividade na guitarra. Então, com 18 anos foi convidado por Boris Petroff para uma participação no filme The Girl Can't Help It, onde interpretou a música Twenty-Flight Rock. Daí para gravar seu primeiro disco fou um pulo.
Entre os seus sucessos estão Sittin in The Balcony, C'mon Everybody e May Way (*) entre outras canções. Mas passou para a história com Summertime Blues, que modelou o rock dos anos 60, tanto liricamente como musicalmente. Nos 1960 várias bandas gravaram o hit de Cochran. Em 1964 publicaram um álbum pórtumo sob o título My Way.
Enquanto isso, em 11 de fevereiro de 1935, nascia Eugene Vincent Craddock (Gene Vincent), começou a carreira artística tocando em bandas de músicas country, em Norfolk, Virginia. Ele não pensava e ser músico profissional e se alistou na Marinha, mas a vida no mar durou pouco, pois ele logo deu baixa devido a uma grave lesão na perna. Foi então que procurou as gravadoras que vinham lançando discos de rock e assinou com a Capitol Records, com sua banda de apoio The Blue Caps. Gene Vincent gravou muitos sucessos como Bluejean Bop, Rice With The Devil e Baby Blue. Mas nada comparado ao estrondoso sucesso Be-Bop-A-Lula.
Gene Vincent sem os Blue Caps

Vincente estava naquele acidente de trânsito em Londres, no dia 17 de abril de 1960. Ele escapou, mas a perca do amigo de uma forma tão violenta e trágica, o deixou sofrendo de depressão e, com o desastre sua perna piorou, o que o obrigava a tomar analgésicos. Ao mesmo tempo roqueiro passou e beber e tornou-se um alcóolotra. Em meados dos anos 60 Gene Vincent já tinha perdido a popularidade (muito embora ingleses e franceses lhe permanecessem fiéis), e passou os últimos anos de sua vida afundado na bebida. Morreu na Califórnia, em 1971, de cirrose gástrica.
(*) A canção My Way que Eddie Cochran gravou, não é a mesma que fez sucesso no vozeirão de Frank Sinatra. Aliás, a canção é do cantor francês Claude François, e recebeu o título de Comme D'Habitude, gravada em 1967. O cantor e compositor Paul Hanka, muito vivo, tratou de fazer uma versão em inglês para Frank Sinatra cantar, e batizou a música de My Way. Ganharam muito dinheiro: Claude François, Anka e, lógico, Frank Sinatra.

PENSAMENTO MUSICAL
"Ah! Mas que suheito chato sou eu. Que não acha nada engraçado. Macaco, praia, jornal, tobogã...Eu acho tudo isso um saco". (Raul Seixas)

4/12/2008

Depois eu conto a história!!!!!!!!!!!!!


Com Be-Bop-A-Lula Gene Vincent arrombou a festa do rock dos anos 1950


Eddie Copchran entrou na história do rock com Sumemertime Blues

4/10/2008

Nem tudo são flores

Hitctie Valens e Buddy Holly (abaixo)

O pequeno avião voava às cegas enfrentando uma tempestade de neve. O piloto e os três passageiros não estavam gostando da sensação de sentir que a aeronave balançava, e além disso não se via nada. Eles sabiam que o avião estava em queda livre. Pouco depois, às 1.05h da manhã aconteceu o choque fatal, com o Beechcraft Bonanza batendo num milharal. Nele estava, além do piloto e de um outro músico, os jovens roqueiros Ritchie Valens e Buddy Holly.
Ricard Steven Velenzuela (Ritchie Valens) nasceu em 13 de maio de 1941, no Vale de São Fernando, Califórnia. Filho de mexicanos, ganhou uma guitarra aos 15 anos, e logo se interessou pelo emergente rock'n'roll. Descoberto por Bob Keane, gravou dois álbuns em sua breve carreira de sucesso. Emplacou três canções nas paradas: Come On Let's Go, Donna (que supostamente foi composta para a sua namorada) e La Bamba (uma adaptação de uma música de domínio público mexicano). Valens conheceu o sucesso aos 16 anos e fez muitos shows. E com isso ganhou muito dinheiro. Ele estava no auge.
Charles Harrin Holley (Buddy Holly) nasceu em 7 de setembro de 1936, em Lubbock, no Texas. Os Holleys era uma família de músicos, e nada mais natural que Buddy seguisse o mesmo caminho. Logo cedo aprendeu a tocar violino, piano e guitarra. Já adolescente cantava numa dupla de música country, e teve a oportunidade de abrir para Bill Halley And The Comets. Foi o começo de uma curta carreira de sucesso.
Assinou um contrato com a Decca Records, mas não deu certo. Ainda não tinha estilo o estilo que o tornaria famoso no mundo. Insatisfeito voltou para Lubbock, onde formou a banda Crickets, passando a gravar um rock com melodias trabalhadas e sofisticadas. Estava muito à frente de sua época. Entre seus grandes sucessos estão That'll Be The Day, Peggy Sue e Not Fade Way. Numa turnê pela Inglaterra, Buddy Holly e os Crickets tiveram na platéia dois adolescentes que um dia revolucionariam o rock: Paul McCartney e Mick Jagger.
Quis o destino que Hitchie Valens e Buddy Holly se encontrassem, fizessem shows numa turnê da gravadora, e pegassem o mesmo avião que teria um roteiro fatal. O acidente aconteceu em 03 de fevereiro de 1959, e ficou conhecido como "o dia em que a música morreu". Holly tinha 22 anos e Valens apenas 17 anos.




Monumento no local da batida

PENSAMENTO MUSICAL
"Vou apertar, mas não vou acender agora. Se segura, malandro, pra fazer a cabeça tem hora" (canta Bezerra da Silva)

4/08/2008

Viana Lorax: misturando as bolas

Viana, todo de preto, na Asteróide
O que tem em comum as bandas Asteróide B 612 e a Volver? As duas são pernambucanas? Lógico que pertencem ao mesmo Estado que revelou tantos conjuntos bons que se revelaram para o Brasil. Mas, o que a Asteróide e a Volver têm mesmo em comum é o compositor, designer gráfico, poeta, cantor performático, guitarrista e baterista Viana Lorax (ufaaa! O cara é demais).
Eu, por acaso, liguei a televisão e captei a Tv Jornal, que apresentava o programa Interativo. Pois é! Eis que eu vejo a banda Volver, com quem? Com Viana na bateria. Eu pensei que fosse a rapaziada da Asteróide com o rosto diferente. Pois a música que a turma tocava me fez lembrar,na abertura da música, o Fantasma Elétrico da B 612. Lembrou não. É igual. Proposital. Viana está misturando as bolas até nas entrevistas.
Viana, de camisa branca, na Volver

Verdade que a banda me lembra também Los Hermanos. Até aí tudo bem. Lembrar não é pecado. Porém, na hora da entrevista o Viana Lorax falou as mesmas coisas que disse durante uma entrevista da Asteróide. Ou seja, eu pensei que eu estava ficando le-lé da cuca. Ele falou da banda Ave Sangria e disse que os Silver Jets era uma banda de rock'n'roll. Errado, meu caro amigo. The Silver Jets era uma banda da pré-Jovem Guarda e ainda por cima brega. Falei?
Tocar em duas bandas tudo bem. Na Asteróide toca guitarra, compõe, canta e faz o diabo à quatro. Na Volver Viana toca bateria... De uma forma cafofa. Mas dá para o gasto. Já dizia o filósofo Adamastor Palhinha: "Uma coisa é uma coisa. E outra coisa é outra coisa e vice-versa". Ô lasqueira!

PENSAMENTO MUSICAL
"Tanto te quiero que pienso.Sim saber lo que pensado.Nos acariciamo' y luego solo sé que yo te amo. Es un amor que nació profundo. limpio comose vê la Nevada. De misterio está lleno el mundo. No sé que sentirá tu alma...Pa`que cantar al sufrimento. Cuando el amor sufrir no deja". (Freddy Molina)

4/05/2008

Roberto Carlos, o namorador





PARA NÃO SE TRANSFORMAR NO MAIOR CENSOR EDITORIAL DOS ÚLTIMOS ANOS, ROBERTO CARLOS ASSISTE CALADO AS ENTREVISTAS DA MULHER QUE TRAIU O MARIDO COM ELE.

Como se esperava, poucas pessoas se interessaram pela história propriamente dita, de Maria Stella Esplendore _ a viúva do Dener, maior costureiro que o Brasil já teve_ transformando em voga, de fato, a curiosidade acerca do caso que a modelo teve com o cantor Roberto Carlos quando ainda estava casada com o papa da haut couture. Quatro décadas após o nascimento da filha, que ela não sabe se é filha de Dener ou de Roberto, Maria Stella lança um livro, dividindo com os brasileiros a dúvida cruel. Em entrevista à Luciana Gimenez, a escritora desabafou que a filha não tem o caráter de Dener, deixando no ar que a potencialidade de Roberto ser o verdadeiro pai de sua filha é bem maior do que as chances do marido. No centro da questão, Roberto Carlos ainda não se manifestou. Depois de se transformar no carrasco editorial, vetando a liberdade de venda do livro Roberto Carlos em Detalhes, do historiador Paulo César de Araújo, o cantor tem se mostrado escuso, guardando para si, as lamúrias, isto é, se houverem. Seria como tremular um estandarte em praça pública, se Roberto partisse de censor pra cima da ex-namorada, afinal ninguém esqueceu a proibição do livro sobre sua vida. O povo ainda espera pela liberação de Roberto Carlos em Detalhes, incluindo na lista, também eu.

MARIA STELLA E DENER, UM LUXO SÓ.

Maria Stella foi uma das mulheres mais bonitas do Brasil nos anos 60 e 70, ao lado de Dener, estava sempre exposta aos jornalistas. Dener Pamplona de Abreu, saiu do Pará ainda menino, quando foi morar no Rio de Janeiro, de família abastada, assistiu enigmático, a falência financeira dos pais. Desde criança mostrava habilidade para o desenho, e foi num ônibus ainda menino, no Rio, onde conheceu uma senhora que vendo seus desenhos, lhe encaminhou para a moda. Depois disso, uma história de sucesso e, muitas frescuras, fazem parte da trajetória do menino vencedor. No auge do sucesso o costureiro foi convidado para conduzir uma das maiores Maison (casa de costura) francesa, mas tinhoso como era, se perguntou: como eu vou conseguir viver sem farinha e sem jerimum? Não aceitou a proposta, preferiu ser rei no Brasil mesmo. Foi jurado do programa Flávio Cavalcanti, onde brilhava como vedete, mas foi censurado pela Censura Federal por ser muito afeminado. Criou-se então uma polêmica nacional em torno do assunto. Antes de morrer, no final da década de 70, transformou-se em pai-de-santo. Dener não era mole, o sarcasmo e o humor cáustico lhe rendiam muitas entrevistas. Era o costureiro preferido de Maria Thereza Goulart, esposa do então presidente da República João Goulart. Quando sua filha com Maria Stella nasceu, ironicamente ele disse à mãe da criança: “ela é a cara da Jovem Guarda”. De bobo, só mesmo os gatinhos que ele criava e que usavam coleiras de brilhantes verdadeiros. Do casamento com Maria Stella, Dener teve dois filhos, ou talvez apenas um, o menino, que anos depois morreu. Em 1972 ele lançou Dener o Luxo, livro onde narra sua vida e seus amores. De Maria Stella, apesar de afirmar que seria a única mulher com quem casaria novamente, disse ainda que ela era muito mimada, desinteressada da vida, chegada a revistas do tipo Intervalo (fofoca e vida de artistas), só gostava de música do iê-iê-iê, enquanto que sua majestade, até se permitia uma música cafona, mas de Dalva de Oliveira, na maior parte do tempo, era música clássica que ele gostava mesmo.

MARIA STELLA ASSUME NAMORO COM OUTRO ÍDOLO DA CANÇÃO. O ASTRO PAULO SÉRGIO. NOVAMENTE COMPARADO COM ROBERTO CARLOS.

O romance com Roberto foi escondido, ficou no silêncio, mas com Paulo Sérgio a coisa foi pra valer. A mídia badalou o casal em fotos, matérias e entrevistas. Tudo parecia encomendado, mas nas declarações de Paulo Sérgio sobre o assunto, o cantor evitava falar sobre o romance, dizendo apenas que Maria Stella era uma mulher muito especial. Enquanto esteve com Paulo Sérgio, aparecendo em revistas e programas de tevê, Maria Stella já estava separada fazia tempo, não se tratava de traição, era uma amizade que surgia para alegrar a vida de ambos, ele um ídolo em evidência, ela uma mulher linda, e livre para amar quem desejasse. Contudo, o grande amor de Maria Stella parece ter sido mesmo Roberto Carlos, que não fala nada sobre o assunto, pelo menos até agora.

PS: Reproduzido do blog Música Popular do Brasil, de Josué Ribeiro

4/03/2008

The Everly Brothers, uma dupla infernal




A dupla The Everly Brothers interpretando By By Love, em 1957
Pense numa dupla infernal com um vocal harmonioso fazendo a fusão do rock com o country? Pois é, os irmãos Don (01/02/1937), nascido em Brownie, uma pequena província (extinta) perto de Central City, no Kentuck; e Phil Everly (18/01/1939), nascido em Chicago, no Illinois, fizeram a cabeça das bandas e grupos musicais dos anos 60 com o nome The Everly Brothers. Som leve, calcado no violão e harmonias vocais soberbas e versos inocentes, fizeram sucesso no mundo inteiro. Um de seus maiores fãs é o ex-Beatle Paul McCartney.
Os irmãos Everly nunca foram considerados uma ameaça à juventude americana como Jerry Lee Lews, Chuck Barry, Elvis Presley ou Litle Richard. Os filhos adoravam o som dos Everly e os pais gostavam. A dupla agradava a negros e brancos, e isso fez com que eles fizessem a popularidade chegar ao Top 40 da Billboard por diversas vezes.
Sem os Ervely Brothers o rock não teria sido tão interessante. Eles tinham que surgir para fazer a história do rock girar. Foram muitos discos e centenas de shows, incluindo o Reino Unido no mapa. Muito sucesso, mas em 1973 os dois se separaram por causa de uma briga no palco, retrornando em 1983 com um album produzido por quem? Por ele, Paul McCartney e Dave Admunds, e e On The Wings of a Nightingal(Nas Asas de um Rouxinol) estourou nas paradas.
Nos anos 90, o então famoso A-Ha gravou um dos maiores sucessos dos Everly Brothers, Crying In The Rain (Chorando na Chuva) e também fez muito sucesso, fazendo com que o público voltasse, mais uma vez, os olhos para Don e Phil Everly. A dupla tem cerca de 26 músicas no Top 40 de Compactos da Billboard, e no ano de 1986 lá estavam eles entrando para o Hall da Fama do Rock'n'Roll e, em 2001, no Hall da Fama da Música Country. The Everly Brothers dispensa comentários e, quem gosta de uma boa música e uma dupla afinada, tem a obrigação de ouvi-los. Por enquanto eles ainda estão na ativa, fazendo shows nos EUA e no Reino Unido. Vale conferir.
Mudando de assunto. Uma errata. Meu amigo Thiago de Goes, do blog Contos Bregas, me avisa qua banda Melina Mamão é potiguar e não cearense como escrevi. Obrigado, meu irmão de fé e de alma!
PENSAMENTO MUSICAL
"Eu vi os cabelos brancos na fronte do artista. O tempo passa, porém ele nunca envelhece". (Caetano Veloso)

4/02/2008

Furacão 2000 entrou pelo cano



Aí em cima um bailão funk do Furacão. Desculpem a imagem sem definição

O negócio é o seguinte. O MC Naldinho virou "astro" pop com sua música Um Tapinha Não Dói, num CD produzido pela equipe de som Furacão 2000. Moral da história: o funk fez e vem fazendo sucesso. Porém, a Justiça Federal de Porto Alegre achou que a letra é um insentivo ao homem encher a mulherde de porrada. O Juiz Adriano Vitalino dos Santos, da 7a Vara Cível Federal, pegou sua caneta e aplicou uma multa de $ 500 mil na Furacão 2000.
O MC Naldinho tenta se defender afirmando que a música foi feita porque sua filha, que levou um corretivo dele, quando tinha três anos, chorou mas depois soltou: "Papai! Um tapinha não dói". Aí o Naldinho compôs a "pérola"e deu no que deu. Não gosto de homem que dá porrada em mulher. Mas... Como sou ingênuo! Eu pensei que a tal "tapinha" fosse convite para pegar um fuminho, numa boa. Cada um com sua interpretação, né?
Mais imoral do que o Tapinha que não dói é o incentivo ao alcoolismo explícito na música (?) Beber Cair e Levantar. Nem quando o pernambucano Bezerra da Silva cantou "vou apertar, mas não vou acender agora" gerou polêmica. Também quando Raul Seixas disse que "o que houve na França vai mudar nossa dança, sempre a mesma batalha por um cigarro de palha...Navio de cruzar deserto...", a Censura da ditadura militar não moveu um dedo. Mais explícito, impossível. Agora, não bastou os anos e anos de censura braba? Abaixo os caras que batem em suas mulheres. Esses sim, merecem pegar uma cadeia.
Saindo de lá e passando mais para o lado. Meu amigo Thiago de Góes profetizou e a profecia aconteceu: a banda cearense Melina Mamão, que faz um som breguíssimo, está em São Paulo. Segundo um de seus integrantes, France Lee Flores, o grupo vai participar do programa Ídolos, do SBT. A letra de uma das músicas é é um escracho de breguisse, pior até do que que uma canção de certo cantor que pintou nos anos 70 e sapecou: "...Quem me condena e me critica como sou, tem sangue de barata, tem coração de plástico...o resto eu não sei". Uma "pérola", não? A música da banda cearense tem um trecho horroroso: "Hoje eu vou tomar um porre. Só porque sou pobre.Não bote gáia em mim". Mais brega, já viu, né? Fui. O cabuloso tá indo.

PENSAMENTO MUSICAL
"Entre agora no supermercado e compre a droga que quiser. Ela vem enlatada e colorida e vendem por solidão e por falta de mulher". (Mukeka de Rato)


A garotada se solta nos bailes funk do Rio de Janeiro